35 – Sei la

Viver tão somente, ganhando experiência, chutando tudo ao meu alcance, largando, sei lá, tudo ao abandono, da ausência concedida a displicência, mudei a vertente.

Me encontrando, mas não consigo me atinar se estou em meu tempo, curto minhas canções, vivo minhas emoções, sei lá, sim ou não, disfarça minha atenção, menções, palavras de mim mesmo.

Um fantasma do tempo previu acontecimentos, meu êxtase dormente, conspira em meu universo, sei lá, loucuras despercebidas, atrevidas, me açoite com a leveza do encanto.

Sou lícito, uma convulsão ao absoluto, noites que caem, a vitoriosa astúcia do reino do viver, sei lá, jogos da vida, prega sedução para chamar atenção.

Meus pensamentos matutinos, compassivos pensamentos guardados no peito, detalhes entalhados, obra e caprichos de um coração, morada enclausurando uma paixão, deter e vencer a solidão, enganar minha razão, sei lá, entre desamor e a paixão, o escolhido foi a sua paixão.

Esta entrada foi publicada em Poema. Adicione o link permanente aos seus favoritos.