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Desenhei na areia os traços dessas lembranças, tempo veio e carregou, as águas levaram paro oceano a imagem que me restou, nas tempestades dos tempos perduram o rosto que não consigo esquecer, da crueldade dos desejos perdido na multidão, alimentei esperanças, dei azas a imaginação, percorri estradas sem ao menos saber a direção, procurei em cada beco onde alcançava essa visão, trapaceei uma ilusão por paixão, perdi e não me encontrei, coração apaixonado não para de bater.

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