Dos meus tempos, tempos de criança, dos pés na terra, correndo, indo e vindo sem destino no tempo, viver tão somente como as nuvens ao tempo, de vezes moldadas entre uns sonhos e fantasias.
Dos meus tempos, dos meus amigos, das fantasias do bandido e moçinho, de aventuras sem responsabilidades, da bola jogando sem a cobrança de ser um rei, simplesmente nada versus o nada do tempo.
Dos meus tempos, da harmonia da alegria, das pitangueiras e goiabeiras, bate uma saudade dessa essência de ser criança, cresci e não me contento de ser contente.
Dos meus tempos, que doce que era essa vida, das estrelas cravadas no céu, em meio das magoas que afloram, minha mente vagueia, perdida em algum lugar desse tempo, os super heróis do meu tempo, hoje se tornaram tão insignificantes.
Dos meus tempos, de minhas folhas de papel em branco, hoje não existem mais textos, realidades roubaram as minhas fantasias, verdades que me tornaram prisioneiro do meu próprio tempo.
Dos meus tempos, meus olhos já não se encantam, descem as lagrimas que não mais as escondo, tenho meu apreço ao meu tempo, é licito, mas não obscuro, desse medo de crescer cadê vez mais, quero voltar a ser aquela criança, com choro de bebê, não quero mais crescer.