Desejos latejantes, insinuantes, dos repentes apontados aos versos, não me procure para matar o tempo, preencha esses vazios por um instante.
Desejos de toques sutis, sacia, saciado nos lençóis amassados que se rodopiam entre pernas, braços e corpos entrelaçados, dos corpos endiabrados nas trocas de amar e sendo amado, da sedução me tirando do prumo na escuridão.
Desejos escondidos, esculpidos nos passos do tempo, vividos da coragem de quem se ama, momentos alucinantes, estonteantes, sentimentos adornadas entre machos e fêmeas.
Desejos corrompidos, bocas que não se cansam, regado ao suor contínuo dos lampejos coloridos nos labirintos, enlouquecido ao perfil dos descaminhos.
Desejos ao avesso, ousadia da maestria em chamas sem sentir o ardor do calor, línguas se esvairando nas profundezas, de desejos resgatados, evadindo um corpo cálido, sem o pudor de um corpo amado, sentindo-se carreada aos toques, proezas, desejos e receios já vivi, que abala e se cale ao desaparecer, que dure, mas não perdure, do fascínio de amar, não se tem tempo para chorar.