8 – Feiticeira

Aquele feitiço, me queima por inteiro, refém de minhas vontades, cinto que vá passar, para meu desespero, não vou suportar.

Aquele feitiço, é assim, me enlouquece, sem explicação, sem motivação, sem imaginação, minha mente gerou o seu corpo inflado por chamas que me aquece a distância.

Aquele feitiço, luz de um clarão de um luar, sentimentos que pulsam há todos os instantes, preceitos ou conceitos, sabendo do tudo sobre o nada, desejos ardentes de juras em minha mente.

Aquele feitiço, temer, que seja um ato de coragem, que seja então a arte do ridículo, esse feros ato do encanto, sentimento que consome, alimenta essa paixão, desejo em larvas de erupção, vorás e nua, que devora essa paixão.

Aquele feitiço, idolatria desembarcando numa aventura, com mistérios e segredos do seu doce corpo, nua no olhar, com segredos a desvendar, vieste para me enfeitiçar, degustando eternamente os sabores das tentações desses meus loucos desejos.

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