124 – Chão batido.

Saudades do chão batido, desta estrada que um dia me levou distante, deste punhado que vivi um dia, hoje cada dia me vejo mais distante, da fraqueza da terra por um grão de vida, vi meu chão virar somente argila, a janela se abria e não via vida ao novo amanhecer.

Dos sonhos vividos de uma terra querida, da seca que mutilou a simples vida de quem da terra prometida viu sua ultima cria agonizar, o talco da areia varre esse chão sem deixar um grão daquele que um dia me sustentou, das lembranças vivas lembro que ali uma parte de meu corpo, ali ficou.

Desse mundo novo a terra não vale nada, vejo fome e desperdício, vejo uma vida degradada, vejo a fome pedindo socorro, só escuto em falar em guerra e mais nada, não sinto o aroma de minha terra distante, vou caminhando a tempo, sem saber onde fica o novo canto prometido.

Perdoa-me nova vida, aqui não posso me cuidar, não vejo folhas ao chão, não escuto o sabia a cantar, onde piso não tem terra para arar, o vento não chega arrastando as folhas perdidas, deixei para traz a melhor parte de minha vida, e é essa saudade que se abriga neste coração seco, longe de minha terra querida.

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123 – Vermelho

Rosa vermelha, rubra da cor de um coração, é sangue que percorre e dá vida a uma paixão, corpo que queima em chamas em meio as tempestades alheias, em um mundo onde o apaixonado não seja escravo dessa cor, que a arte de se privar retumbe no vermelho, o sangue de um amor verdadeiro, rosa vermelha, pétalas que se dispersaram ao chão, do amor verdadeiro nascem as rosas vermelhas, de um perfume adocicado, centelhas perfumadas desabrochando a imortalidade dos escravos de uma paixão, plantando no coração a semente da rosa vermelha, a cor da paixão.

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* 226

Os sonhos loucos continuaram imagináveis, por loucuras só não foram às aventuras, dos afortunados sentimentos nem mesmo o sofrer causaram dor, o silêncio que rondão um coração, que a esperança não seja só compaixão, que a sociedade exclui os loucos só por não serem compreendidos, as indiferenças por vezes soam ao som das incompreensões, mas os loucos amam sem regras, os loucos não se tem limite quando se limita a doar o seu coração.

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# 273

Não há mal que perdure e nem dor que não se abrande, o homem criam suas regras, a morte simplesmente desfaz.

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& 202

A coragem vem de um impulso, é uma força maior que te leva sem medir possíveis consequências, ao contrário, a vontade é um ato pensado, refletido, medido palmo a palmo se vale realmente ter a coragem pelo ato pretendido, portanto vontade é cautela, coragem é o risco.

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