119 – Amor e fantasia.

Sentimentos que chegam e vagueiam a todo instante, alimentam sofrimentos de um espaço vazio, contemplando esse desatinado sentimento, é o amor, do olhar solitário em vigília dos pensamentos perdidos, distantes dos sonhos, um viajante solitário ao imaginário, isso é fantasia.

Transformando noites em dias, quebrando regras em alucinados delírios, refazendo por vezes caminhos guiados pelos prazeres, de um corpo arrebatado ao encanto, é o amor, de sonhos que camuflam sentimentos, que percorrem em noites de escuridão esse desejo de uma paixão, que breve se torna a alegria deste sentimento, mas distante se encontra de seu coração, isso é fantasia.

Sentimentos que guiam a harmonia do coração, sentimentos ilimitados regados ao amor e vinho, borbulhando prazer à luz do anoitecer, escravidão dos sentimentos desnudo ao cântico do amor, liberta a mergulhar na selvagem fonte do prazer, isto é o amor, de um olhar a provocar, dos momentos a esperar, da distância que separa da luz do olhar, vejo a margem de um rio a correnteza te levar, isso é fantasia.

Da cadência dos sentimentos voando a caminhão do coração, que sonhos não se confundem mais, que o escuro não assusta mais, que pesadelos não cheguem mais perto, isto é o amor, que já usou um disfarce para se mostrar feliz, que desejos infindos se trajaram de fracasso, fingindo que a dor seja um breve momento, o amor não pode ser um sonho, se for é fantasia.

Das formas insanas, do tempero forte, sentimento de apetite voraz, do alento ao cativante sem regras, deste sentimento que voa sem saber parar, do gosto do cheiro, dos beijos, dos desejos consentidos, este sentimento que não sabe como se conter, é o gosto gostoso de querer mais e mais, isto é o amor, da luta pelo ansioso desejo de amar, de um amor alado ao corpo desejado, desenhando sonhos, contendo saudades, preenchendo longos dias repletos de silêncio, o amor não é perfeito, mas se completa, sem ele é fantasia.

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118 – Nostalgia.

Nostalgias, perpetuadas aos tempos, dos tempos que despertam dilacerando a saudade, da liberdade dos tempos que recruzam na mente, da melancolia que persegue a intolerável lembrança, do castigo repriso a todo instante, me vendo pensando nas lembranças que não se esgotaram.

Nostalgias chegam de mansinho, expõe o coração a solidão, lembranças dispersas ao fundo dos sonhos, do cheiro da saudade expondo o gosto dos tempos que dispersaram, da inquietude dos tempos a outrora já não se repetem, revejo distante os visitantes dos tempos, saudades do que se passou, saudades que pra traz ficou, saudade que não voltam atrás.

Nostalgias, viajante nos tempos, das melodias que não se tocam em meu tempo, dos tempos que não se repetem, lembranças de pessoas que se foram e deixaram uma grande saudade, dos álbuns de famílias reunidas, saudade que não saciam as lembranças, que me resta é reviver a saudade que não acabou.

Nostalgia, que tortura o presente, dos labirintos que deixaram vestígios num vazio aos tempos, dos rumos aos desconhecidos que levam a novos tempos, dos espaços que moram na fragrância do eternizado, das imagens refletidas das mais puras alegrias, encontro à espera dos tempos que para traz ficou.

Nostalgia é saber que o tempo não se apagou, que o tempo vive em viagem aos toques de lembranças, que o passado deixou de ser mistério, que a utopia pertenceu aos velhos tempos, que a formula da felicidade não é exata, que tormentas varreram sonhos, que sonhos se tornaram motivos de escolhas, que o tempo se distancia aos tempos atuais, dos tempos nostálgicos que fascinam as lembranças, dos tempos de pedacinhos resguardados que remontam uma estrada que não se volta atrás.

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& 145

Indiferenças, se escondem sem chamar atenção, do nu de uma visão desprovido de um olhar, dilacerando um coração sem ter um perdão, do frágil sentimento desacolhido, desmoronando em tom de humilhação, das chamas do verdadeiro ao indolente e estúpido sentimento, do peito doido de um sentimento faminto desagregado de uma acolhida, do destempero da doce paixão ao estampado isolamento ao coração, sentimentos de trajetos obscuros, impostos sem limites de uma paixão, dos sentimentos escravos nas senzalas desta paixão , encontrou sua tão sonhada liberdade, alforriado por um coração carente desta paixão.

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# 201

Recriar motivos e o mesmo de recriar novos comportamentos, o desapego por vezes são os motivos da insegurança, recomeçar é o desafio da transformação.

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# 200

Não existem a pessoas moldadas aos seus moldes, à imperfeição é típica ao ser humano, procure nos meios termos, lá estará alguém também te procurando.

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