* 161

Beijos, sedução que alucinam ao ritual dos viciados apaixonados, aos desejos que queimam nessa boca regada ao pecado, que entrelaçam os pontos de partida, beijos que sinalizam a dança das línguas atrevidas, beijos selados aos pecados eternizados, beijos que deliram umedecendo o doce ninho, da treva a luz disparando esse peito, beijos que retiram do castigo as fúrias das luxúrias, beijos embebecidos aos despudorados, beijos que bailam sem pressa fantasiando os doces desejos.

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* 160

Dançando ao despertar vivenciando instantes das melodias, dançando por que o tempo não será sempre jovem, dançando para não se sentir um solitário, dançando sempre por que não precisam motivos para envelhecer, dançando ao fascínio dos olhares apaixonados, dançando sempre que sonhos não acabam ao anoitecer, dançando de rostos colados julgados como insanos, dançando sentindo o amor fluindo nas veias, dançando para que o tempo afague os tropeços das desavenças, dançando dando asas por uma paixão, dançando ao ritual do prazer transcendendo os holofotes de um novo amanhecer.

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* 159

Menina mulher que se transformou em plena harmonia, ritmada a cadência aos desejos desvendando os segredos, que se fez se desejar nas fantasias do corpo oculto, despertando desejos ao profundo vazio, nos devaneios do amor por inteiro, da menina mulher escultura viva, criando desejos, se vestindo de fantasias aos delírios do ritual do prazer, do amor aos desejos saciando os sonhos de mulher, da química corpórea do amor exalando abundancia do prazer, revelado nos fragmentos do ser amado.

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117 – SAUDADES

Do vazio encontram-se a saudade, de um mundo pequeno encontrei-me nesta profunda solidão, dias que se passam apertando esse peito regado aos vazios, do gosto amargo e sofrido que pra trás ficou, da flor, poesia ao etéreo amor, do silêncio que grita neste coração, angustia do nó apertado, é a saudade.

Pacto não compartilhado ao imaginário, dos toques dos dedos, dos cheiros dos desejos, dos beijos molhados, da ausência inconcebida aos quatros cantos, sentimentos sem saber frear, desejando para mergulhar em seu poço pra amar, sonhando sonhos que levam ao imaginário, das mãos distantes enquanto perdura a eternidade, é a saudade.

Do gotejar dos desejos, do sabor do sedento amor, das azas dos sonhos aos delírios de um incandescente coração apaixonado, sentimento que desiquilibra a esperança, ausência que se apresenta a cada instante, distância com insanos desejos voando ao encontro das loucuras, realidade de uma essência que arrastam sentimentos, retrato de um conto, é a saudade.

Instantes que os tempos eternizam, prova de uma imagem distante que pesa a cada instante, das profundezas da incerteza que vivem no presente, sinto cada vez mais presente ao precipício, ao tempo de perpetrar a dor do arrependimento, descortinando os prazeres sem segredos, memorias registram os gritos gritantes do silêncio, é a saudade.

Silêncios que se agarram no desespero, sem objetivo ao infortúnio que fuja dessa trama, do açoite da vida a quem coube retaliar, do rubro aos múltiplos anseios fugas as volúpias dos desejos, da pausa do tempo que se limita em vaguear em meus tempos, da encenação quiçá aos devaneios, encontro de total orgia em plena harmonia, que existam histórias sem memórias, que doa no peito sem ser um amor perfeito, sem lembranças não sobrevivem o amor que se sacia, é a saudade.

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& 116

Vir ao mundo como referência, não ser referendado como excelência, de uma mente sem lembranças de um mundo a despertar, refletindo mudanças nos desejos sem triturar os sonhos, que seja a mudança da depuração ao reflexo da lucidez, de um mundo para aprender, respeitar e entender, não sou perfeito e reconheço os defeitos, do ínfimo presente reconheço, quando partir deixo saudades de meus erros e acertos.

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