& 72

Das chamas que um dia nos aqueceram, dos sentimentos que um dia nos unia, da distância que nunca se expôs a nossa frente, dos sentimentos regrados aos corações, caminhos não se andam as sós, felicidade não vive sozinha, amor não é uma fantasia é uma necessidade da vida.

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& 71

Do erro me sou cobrado, do erro de amar e não ser compartilhado, será que um erro tem que ser ruim para se viciar, será que as madrugadas foram feitas para sofrer, será que sofre é o mesmo que amar, de um coração molhado, distante, clama por você voltar a me amar.

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& 70

O tempo passou e não deu para te esquecer, o tempo me revelou que esse amor só pode ser seu, o tempo me cobrou por que caminhos diferentes percorri, o tempo me mostrou que estou sozinho novamente, o tempo me mostrou que para traz ficou um grande amor, o que faço desse meu tempo sem ter como te esquecer.

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Não sei se um abrigo te serei, não vim até aqui para um dia estar longe, pelos passos que andei, não me peça para parar, me deste azas e voei, eu a fiz tocar as estrelas, de todas as mentiras que eu vivi, você é a verdade do meu viver.

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106 – Poeiras.

Poeiras, as sombras dos caminhos ao vento, que sopram dias a pós dias, recompondo os escombros que ressoam distante um coração, dos caminhos vazios sem sonhos, as sombras dos caminhos dos lamentos, amanheço com um ressoar de um leve tocar, dos mais simples aos mais intensos, sentimentos famintos tão distantes, poeiras de um abrigo das tempestades, dos gritos dos ventos que anunciam sonhos interrompidos, da convicção das incertezas desfeito pelas poeiras do tempo.

Poeiras, que me trouxeram desconfortos, de desejos desassombrados de si mesmo, pelo sabor carreado pelas brisas das madrugadas, um grito dos sentimentos liberto pela alforria, quem quase amou não amou, quem amou já soube do que é capaz, de um atribulado modo de ser notado, das ideias que não saem do papel, de um contesto que não que não sejam o meu texto, das poeiras que secaram as lagrimas das indiferenças, da frieza a sombra de um sentimento, sem vidas e sem cores sem perfumes da terra embebecida.

Poeiras, que bons ventos viessem cobrir o vazio em mim, os cantos em versos palpitantes, de um sentimento estampada ao inesperado, do perplexo a graça perdida aos ventos, sentimentos tornaram-se poeiras ao tempo, como uma lagrima derramada que se evapora ao tempo, sentimento não se verte nas poeiras do tempo, de uma ilusão a constatação, foi-se o vento, sobrou à poeira que dispersou um fracassado coração ao tempo.

Poeiras, senti o tremor das terras com o passar dos ventos, do fitar dos movimentos dos ventos, emanando as essências que transitam nas fúrias silenciosas dos corações, dos sofrimentos fundindo aos meus caminhos, caminhos por onde andei, vou te guardar, se as poeiras o vento a levar, não a trarão de volta ao meu coração.

Poeiras aos voos sem asas, ao vento que levaram as poeiras dos sentimentos de formas indefinidas, rasgando as causas feridas, do imperdoável tempo das melodias aos ventos, dispersos nas poeiras de um sentimento, sou mais um grão de poeira perdido ao chão, no virar da curva da vida, distante de um horizonte, me vejo poeiras, se vento eu fosse, reuniria todas as poeiras desse seu coração.

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