43 – Vida louca

O que podemos esperar dessa vida, ilusão, esperança, solidão, felicidade, mas como saber viver sem ter nenhum arranhão, como saber se estou amparado pelo bem ou pelo mal.

A vida me mostrou que mudar dói e não mudar muito mais, a cobiça, ostentação envenenou nosso planeta, que a maquina agilizou a produção, mas também aumentou a fome, criamos época de diversidades e consumismos, mas afastamos os sentimentos do ser humano.

Vivemos um passado que ainda não passou, mas é difícil separar os tempos, mas se esqueço aflora a felicidade, a serenidade da época, mas o meu presente não sei explicar, ausentaram-se os diálogos sinto-me outro, estou aqui, mas não estou presente, estando longe e perto do nada, é que a vida me reservou, mas será só eu.

Dizem que sou maluco mas ainda não me convenci, é meu mundo que é estranho paranóico maluco, mas quando começo a compreender já terminou o dia, mas amanhã prometo que volto a pensar nesse meu mundo novamente.

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42 – O silêncio

Meu amado silêncio, a ilusão do meu eu, as palavras que acolhem todos os maiores sentimentos que aludem a nós mesmos.

Pensei mil vezes a procura de uma resposta, e voltei à busca da mesma resposta, mas a verdade voltei a encontrar em meu silêncio, pois e nele a morada de minhas palavras que preservam todos os sentimentos.

O silêncio traduz indiferença de nossas realidades, esse reservado sentimento que se encontra acima das palavras, sentimentos esses que revelem sua essência.

Ouça as palavras do silêncio e se tiver que usá-las que as faça melhor que teu silêncio te revela buscando um entendimento com a realidade.

O silêncio, o cúmplice de nossas escolhas, erros, fantasias, e nossas armadilhas, calar não o deixa mudo, e falar não lhe retorna a certeza.

A luz dos nossos olhos são os espelhos dos nossos silêncios, para isso há convicção do silêncio não se torna um vazio dentro de nós e sim um porto seguro de nossas incertezas.

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41 – Fé

É uma convicção que ela seja uma verdade, sem prova alguma que não seja a pura verdade na confiança em que depositamos.

Confuso é o entendimento de um criador, de um filho e inúmeros tentáculos de fé, é notório quando migramos de uma religião para outra, verificamos no ser humano mudanças, mas como explicar se o Senhor Deus, e seu filho são ainda os mesmos.

Certa vez perguntei, quero falar com Jesus, foi-me dito Jesus mora em vc, ele está também naquela cachoeira, debaixo daquela pedra, naquelas arvores, Jesus está onde vc precisar.

Em meu precário conhecimento religioso diz-me que fé é amor e união, e essa controvérsia virou uma ferrenha disputa de conquistar seus novos seguidores.

Recomeçar é como renascer, é acreditar que a fé está aqui dentro de nós, e saber que com a nossa fé estaremos mais próximas de nossas realizações, independe de nossas escolhas.

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40 – Amor proibido

Como entender um sentimento que tornou-se proibido, que não possa existir, se consumir, que não se possa exigir, um sentimento carente, ausente de esperança.

Injusto esse tal sentimento, que sentimento é esse, que se curva, nos domina perante a pessoa amada, amar não é uma escolha, não é uma opção, acontece.

Sentimentos vorás, desfalecendo razões de minhas emoções, um sentimento com mistérios reservados, volúpias do encanto de uma grande paixão.

Um sentimento semeado sem o cultivo de um amor, sentimento que não se calam, não é ouvido, possuído, consumindo todas as paixões empriguinadas na alma, buscar uma paixão para saciar  um coração no paraíso, sem ser repreendido pelo desejo consumido de estar contigo.

O orgulho de meu coração se recusa a um não, sem os fascínios e mistérios, sem os momentos de amor, do toque intenso em seus lábios, nas curvas em seu corpo, ao afago ao seu lado.

Ansiedade que deixam saudades, transpiram o odor de uma paixão, eternas no silêncio das noites vazias, frias, não posso me omitir, se eu não escrever, ninguém terá lido, se eu não falar não saberás que foste você a grande mulher amada.

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39 – Palavras

Palavras insanas, voam sem sentido, sem direção, vão ao seu encontro, palavras que a tocarão.

Palavras que a fazem sofrer, sorrir, fragilidade de uma simples expressão, transgrida momentos incessantes, sentido solidário, a busca de um encanto.

Palavras nunca ditas, travadas, sedentas de verdades, desejos entre o frio, o quente ao morno, violando segredos incontáveis, são assim minhas verdades.

Palavras no calor das falas, na dor no peito, medo de meus erros, palavras que ajudam a me fazer pensar, não sou dono desses sentimentos, não me pertencem, palavras que sorri ou me façam chorar.

Palavras de almas gêmeas, palavras que pulsam palavras de silêncio, palavras de promessas de momentos tão aguardados, ao seu lado.

Palavras são as minhas verdades, de omissões e confições, emoções e desejos de um jogo, conquistar esse amor impossível, palavras que me põem em perigo, nem pense em um não, vou conquistar esse seu coração.

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