Sonhos meus, interrompidos, pessoas queridas, amigas, amadas, mal compreendidas, de minhas mãos distraídas, eu as perdi.
Sonhos meus, minha mente por onde vagaste, que semeei, colhi, e me sustentou, compreensão do tédio, da alegria a euforia, conviver com os sussurros de silêncio, ao cansaço das trilhas, se construí castelos ou reinados, nunca reinei.
Sonhos meus, cruéis a quem nos cercam ou a mim mesmo, das paginas de amores que me encantaram ruíram em lagrimas, felicidade exposta, se despiu ao nu de minha dor.
Sonhos meus, gerado da forma mais intima, olhos que a fitavam, percorriam os traçados, delineadas de um rosto, em sonhos e fantasias desafinando em harmonia, neste profundo desejo do suave deleite desse amor.
Sonhos meus, me fere, me esmaga, me sangra, cobiça de se amar eternamente, utopia de uma vida, conquista e buscas ao alcance do néctar, no refúgio do ilimitado, escoaram lagrimas de emoções, no vazio desta escuridão, escapou-me a essa paixão.