8 – Feiticeira

Aquele feitiço, me queima por inteiro, refém de minhas vontades, cinto que vá passar, para meu desespero, não vou suportar.

Aquele feitiço, é assim, me enlouquece, sem explicação, sem motivação, sem imaginação, minha mente gerou o seu corpo inflado por chamas que me aquece a distância.

Aquele feitiço, luz de um clarão de um luar, sentimentos que pulsam há todos os instantes, preceitos ou conceitos, sabendo do tudo sobre o nada, desejos ardentes de juras em minha mente.

Aquele feitiço, temer, que seja um ato de coragem, que seja então a arte do ridículo, esse feros ato do encanto, sentimento que consome, alimenta essa paixão, desejo em larvas de erupção, vorás e nua, que devora essa paixão.

Aquele feitiço, idolatria desembarcando numa aventura, com mistérios e segredos do seu doce corpo, nua no olhar, com segredos a desvendar, vieste para me enfeitiçar, degustando eternamente os sabores das tentações desses meus loucos desejos.

Publicado em Poema | Deixar um comentário

7 – Roteiros

Os turismos dos sentimentos nos proporcionam inúmeros roteiros, nos oferecem pacotes promocionais, descontos atentadores, translatos para diversificar e a duvida de qual rumo a se tomar.

Nem sempre a escolha hora tomada, fará desse tur o sonho de nossas realizações sentimentais, os encantos adquiridos pelos nossos olhos nem sempre estejam em plena harmonia as nossas expectativas, nem sempre a escolha do acompanhante ao qual nos envolva seja a tão sonhada e aguardada.

Nos descaminhos de nossas escolhas, nos aguardam as expectativas e as frustrações, porém as escolhas dos roteiros são determinações nossas, e dos momentos e dos caminhos a se tomarem cabem somente a aqueles que se propõem a se aventurarem por caminhos afora das nossas imaginações e compreensões.

Todo sentimento há um risco eminente, faça saber dos momentos a seguir que se justifique a escolha adequada a sua felicidade, e boa viagem.

Publicado em Poema | Deixar um comentário

6 – Carinhoso

Falar de uma vida, de tantas novas paixões, quantas emoções guardado no peito, andanças pelas emoções de uma vida, é assim que renascem as grandes paixões.

Vieste, renasceste, com a certeza do clamor de um novo amor, com sonhos, planos, coração aberto, guarida de ternura no olhar de quem lhe oferece, essa paixão cercada de emoções.

Percebi um sorriso no olhar, saciar esse sentimento preso, retido no coração, uma visão de ternura violentando uns sonhos adormecidos, expondo a verdade com ansiedade, escravo, um coração ferido, cicatriz de uma paixão.

Seus gritos, sussurros de seu amor, seu corpo exalando seu cheiro, uma fragrância emanada de dois corpos, se que uniram gerando momentos cercado de uma grande paixão.

Empresta-me seu carinho, ele me enobrece, engrandece o meu afeto, afago de minha alma, colo de minha dor, carinho dessa paixão, é assim que quero ser amado, renascer, viver e morrer, estando ao seu lado, neste colo tão desejado.

Publicado em Poema | Deixar um comentário

5 – Devagar

Tocando essa vida, dessa vida que um parte para o outro chegar, procuro sorrir, num silêncio de quem esteja em minha volta, das pressas me sobraram esse vazio, que vou tocando sem parar.

Desta vida sou um vicio, deste prazer simplesmente saboreando o gosto da vida, obstáculos aos objetivos, brilho nos espíritos vertente de um corpo preparado para o que há de vir.

Ser parte desta vida, nem um amigo ou uma amante, que eu seja pelo menos importante, sentimentos que persistem, criando rumos e trajetórias, violando os limites e tolerâncias dos sentimentos perdidos.

Não existe um paraíso, como nem tudo está dado como perdido,  em rabisco solto ao vento, pensamentos difusos incorporado em sonhos e fantasias, vozes que ecoam os mistérios em toda uma vida.

Já voei em piores dias, já vivi as turbulências do começo ao fim, não existe mais luxurias em minha vida, não sei se vou sofrer ou amar, se por amores eu vivi, não morri ainda para poder te amar

Publicado em Poema | Deixar um comentário

4 – Desejos

Desejos latejantes, insinuantes, dos repentes apontados aos versos, não me procure para matar o tempo, preencha esses vazios por um instante.

Desejos de toques sutis, sacia, saciado nos lençóis amassados que se rodopiam entre pernas, braços e corpos entrelaçados, dos corpos endiabrados nas trocas de amar e sendo amado, da sedução me tirando do prumo na escuridão.

Desejos escondidos, esculpidos nos passos do tempo, vividos da coragem de quem se ama, momentos alucinantes, estonteantes, sentimentos adornadas entre machos e fêmeas.

Desejos corrompidos, bocas que não se cansam, regado ao suor contínuo dos lampejos coloridos nos labirintos, enlouquecido ao perfil dos descaminhos.

Desejos ao avesso, ousadia da maestria em chamas sem sentir o ardor do calor, línguas se esvairando nas profundezas, de desejos resgatados, evadindo um corpo cálido, sem o pudor de um corpo amado, sentindo-se carreada aos toques, proezas, desejos e receios já vivi, que abala e se cale ao desaparecer, que dure, mas não perdure, do fascínio de amar, não se tem tempo para chorar.

Publicado em Poema | Deixar um comentário