71 – Meu sertão

Terra batida, rachada, poeira na estrada, beirando as matas, campos, acompanhadas aos cantos do meu sertão, de orações e pedidos, pede chuva pra nós come, demais não para não perder o que comer.

Da casa pequena, esquisita ao olhar dos que fora vem ao meu sertão, aqui não se vive de luxo, é tudo simplicidade, sou um caboclo desse mundo, não tenho status de doutor, mas cuido da terra como um o servo do senhor.

Não sou de se fazer rodeios, sinto em desapontar, meus sonhos não são de riquezas, não troco de lugar, não sou do mar, não sou do asfalto, sou da terra, vivo com uns tostões, não me veras vivendo de ilusões.

Luar de atiçar a imaginação, da roda a cantar, da boa prosa, da lida com o sertão, da mata que esconde a minha caça, o sublime não existe, a canção da viola a libertar, os sonhos das lindas caboclas apaixonadas.

Sentado ao pé da mangueira, vejo meus meninos e meninas brincarem, crescerem como um espigão, já se faz tantos anos que meus cabelos branquearam, desta terra batida me vem à gratidão, da cabocla que veio ao meu ninho, e vive feliz ao meu lado, junto ao meu sertão.

Esta entrada foi publicada em Poema. Adicione o link permanente aos seus favoritos.