68 – Moldura

O tempo passa sutilmente sem ameaças, das magias a um toque diferente, se sentir esse eterno adolescente, dessa verdade o que restou foi sua lembrança, preservado na moldura de seu retrato.

Dos bilhetes escritos em seus guardanapos, restaram as lembranças gravadas, riscadas em um passado, soprando uma brisa que envolve essa doce saudade, da moldura de seu retrato.

Restou um laço daquele retrato, dos jardins, do cantinho do amor, sorriso, amigos, vejo em meu quarto tudo que me completa, sei que partiste eternamente, olho para a moldura de seu retrato e relembro como fomos felizes no passado.

Sua imagem fotografei em minha vida, não foi colorida, mas o seu brilho vive em minha vida, não foste uma simples fotografia, neste quarto sombrio está presente a moldura com seu retrato, que saudades de seus afagos.

Dessas lembranças não tenho o seu abraço, as vezes esqueço que não mais pertence a esse mundo, percebo de sua foto o seu olhar a me acompanhar, o sol se escondeu, a luz do luar passou a te iluminar, eu e você, sozinhos neste quarto, percebo que o sono vem me tomar, mas sei que amanhã você estará la ao acordar, me aguardando sempre no mesmo lugar.

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