95 – Encontros

Das aguas cristalinas de um rio ao encontro da imensidão dos oceanos, dos dias tristes dessa solidão em busca de um sorriso, encontrando uma paz, um porto seguro, de um encontro que me tarda em te encontrar, desta distância que não se cansa de me separar.

Da esperança que vá te encontrar, da intransigência imposta ao sentimento dos apaixonados, sentimento chegando de algum lugar domando um coração vazio, já estava escrito em algum lugar, não sei dizer de onde viras, mas sei que vou te encontrar.

De um olhar que chegou sem se anunciar, desse precipício que voltou ao abismo do sentimento, dia e noite a saudade clama por um nome, desse refúgio, o obvio de uma solidão, de um beco sem saída sem que possa me refugiar, um analgésico desses sofrimentos, ah esse meu amigo coração, como te exponho ao menos sem te consultar.

O som embalado pela tristeza, sonhos, esse sentimento poético dos apaixonados, da ilha dos mistérios regado aos planto dos sentimentos, já não vejo mais as fotos que regavam o encanto do nosso amor, vou ao encontro desse novo ar, não preciso de asas para te encontrar, me ouso em respirar esse seu jeito de ser, necessito precisar de você.

Sentimento, um romântico sem vestes, de lagrimas rolando ao encontro de um coração, da oficina da vida postergando um passado sem mais a se resgatar, sem limites da obstinada tolerância, ainda que sejam os caminhos tortuosos, descampados, de um faminto amor que roeu os sentimentos do passado, coração em pedacinhos não se faz bater, um coração bate forte quando em meus braços sinto você.

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