62 – Meu chão

Meu chão, de terra batida, de poeira desse coração, descer, pisar para me recordar, já segurei em mãos para não perder, e já perdi por não segurar, já me senti mil vezes sem chão.

Meu chão, senti um vazio um frio, menti e me arrependi, já falei a verdade e também me arrependi,  já chorei de tristeza e chorei por tanto sorrir, mas não aprendi e me envolvi.

Meu chão, de estilhaços, rodeado de razões e emoções, já senti falta de pessoas, mas nem sempre lhe disse, já fiz sentirem a minha falta  mas nem ai, talvez seja um insensato, um louco,  absurdamente um total inconseqüente.

Meu chão, o prazer do sexo se vulgarizou, se transformou em mercadoria, arriscando uma sensação por tão pouca atração, invocando momentos de pura luxurias.

Meu chão, já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram, a vida pode até me arremessar do abismo, e daí, gosto mesmo e de poder voar, em busca de uma aventura, de uma insana paixão.

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61 – A carta

O tempo passou e amarelou, recordações de um passado que o tempo guardou, e sei que para você, hoje nada sou.

Ali mora uma saudade, pedaço guardado, uma lembrança, seu perfume ficou cravado, lembranças de seu amor, emoções vagando por essas linhas.

Seu adeus, fui lendo aos poucos, suas lagrimas desfiguraram a sua escrita, sentimento guardado que o tempo já me julgou.

Despeço-me novamente, devaneios de minhas fantasias, entendi que só me querias para tela a noite, para ter-me somente em sua cama, esse fantoche de suas fantasias, me enganei, me desejavas por uma vida inteira.

Aprendi que amar não é tudo igual, amar não é só uma decisão, é se entregar, é viver essa vida, nessa estrada somos os mentores de nossas escolhas, e que a tal felicidade só existe ao lado da pessoa amada.

Não foste um flerte, foste verdadeira, a sua ausência a minha penitência, você que me sufocou um dia de tanto carinho, amor e felicidade, hoje me sufoca de saudades.

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Vermelho

Cor do amor da paixão, a luz do fogo que aquece esse fluido que rega um corpo, um coração, sentimento que transcende a vida que  jamais se esquece, se cansa e se encanta.

A cor do suor perdido ao batuque do coração, a cadência de um coração flamejando na passarela de sua paixão, desfilando dentro de um corpo, preso a euforia, fantasia, batendo, batendo, coração escravo de uma paixão.

A cor da fantasia, luxurias presa alienada ao insano, o tom da vergonha, se fascinar e colorir por que a de vir, flecha cúmplice da culpa, que enfeitiçou, feriu esse coração.

A cor da rosa vermelha, expressão escaldante do calor, brilhos a magias que espantaste a nostalgia, melancolia se vestiu de vermelho, explorou e conquistou esse coração.

A cor extravagante de quem ama, em ritmo de fantasia com a vida, num corpo ardente, pecado envolvente, que encanta e seduz no olhar da rubra vermelha, a desejar o amor ao vermelho, a cor viva da expressão de uma paixão.

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60 – Te encontrar

Em um espaço a lhe procurar, entre olhares e vultos, de infinita busca, viver entre uma fantasia e a realidade, desejos incessante em te encontrar.

Ah se pude-se te tocar, ou alguém até te apontar, se meu ceticismo aprovar sem me recriminar, garanto que esqueceria de mim e viveria  só para em te encontrar

Sentimento esse impaciente, desejo ou consumação, razões dos princípios de uma paixão, sem precisão ou exatidão, sentimento carente, essa intensidade insana de te procurar, em te encontrar.

Um passado marcado conectado a realidade, de um afeto corrompido e descartado, que transcende aos olhos revelando essas loucuras e prazeres de uma paixão, azas da liberdade voando ao abismo das razões, o óbvio em te encontrar.

Essa devassa chamada solidão, mil segredos e faces de uma paixão, calafrios e arrepios rolando na imaginação, despertando desejos invadindo esses lábios desnudos, em um diálogo corporal, te encontrar, somente para te amar.

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59 – Sonhos de um amor

Uma chama que se inflama, face a face nos encanta, sentimentos que não me condenem, digamos que isso se chame um amor.

O que dizer do bem viver, alcançando sua liberdade, amantes das realidades, que envenenam, enlouquecem, atormentam, nas frases românticas, digamos que isso se chame um amor.

O encanto se alia se junta, mal chega e se vive como se fosse à primeira vez, levamos os corpos a loucuras, transformamos em jovens inconseqüentes resgatando de um passado, digamos que isso se chame um amor.

Uma essência desprovida da tranqüilidade, vivido mil vezes, mil vezes se transformaste na pessoa mais amada, momentos de  loucuras, fantasias e fetiches regressaram, digamos que isso se chame um amor.

Exigir nunca, viver nem que seja de nuvens, essa ânsia sem limites de recrutar essa paixão, ergueu-se em gritos, declarando a face do encanto, desse sentimento renascido não sei como lhe explicar, digamos que isso se chame um amor.

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