32 – Relembrando

De que me lembro, experiências de um passado, relembrando de varias almas gêmeas, separados, diluídos, vidas sem textos e contextos, intuindo sentimentos preservados.

De que me lembro, gostar de verdade, recheado de amor encoberto na cama, que aconteça novamente a qualquer instante, nada ensaiado, que seja aqui ou a cola, ou em qualquer outro lugar.

De que me lembro, não se foi deus, obra do acaso, destino ou sorte traiçoeira, de quem já viveu, explodiu um coração, dilacerou um peito desprovido, desse abismo profundo, a morada dos sentimentos dispersos ao tempo.

De que me lembro, das poesias, esperança e amor, façanhas vividas, passado poeiras progressivo ao tempo, regressivo a saudade, recluso em um passado, sentimentos não se tem testamentos.

De que me lembro, se preservam as arquiteturas de um passado, sem fama, cartazes ou faixas, minhas recordações podem até transcrevê-las a um papel, mas não tão real quanto as minhas saudades.

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