67 – Preto e branco

Cada dia que renasce abro as paginas da vida, independente de meus anseios ou vontades, mesmo sendo um tormento que me consuma, releio os pensamentos gravados em preto e branco.

Em minhas essências, nas ações e atitudes, nas derradeiras do meu coração, eu a vejo em minhas paginas em fotos preto e branco, és um corpo ou ilusão, mas é a forma de senti-la em meu coração.

Minha estupidez não é a minha melhor conselheira, sou autocrítico, percebo que não estavas errada, aprendi, cresci e não me tornei perfeito, ao menos deixei de seu um aprendiz.

Vejo esse passado presente, vida curta a ser insignificante, sua beleza e sua grandeza fora de meu alcance, me recuso em não vela ao menos em preto e branco.

Aprendi que silêncio é saber ouvir e calar-se, cometi erros irreparáveis, se grandes amores vivi são por que todos os sentimentos têm seus caprichos, poderia ficar sem você, mas não sei te esquecer, te guardo em preto e branco.

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66 – Suplicas

Minha mãe piedosa, rainha da fé, do amor, do encanto, a mãe das mães, minha leal defensora, de coração arrependido lhe peço o seu perdão, na esperança desse aflito que lhe roga em oração.

Minha mãe, sofrestes pelos meus erros, em suplicas lhe peço perdão, que minhas preces toquem em seu coração, mãe me acolhe em suas mãos, olhai por mim, oh minha mãe querida.

Minha mãe, farei de meus fracassos o seu exemplo de fé, uma vida sedenta de esperança, de minha mãe querida, digo-te oh Nossa Senhora.

Minha mãe, semeie a vingança em minhas sentenças, dos arrependimentos ao peso da minha dor, na escuridão eu cai, me estenda suas mãos, me tire desse poço, me mostre o caminho de sua luz, o caminho de seu coração.

Minha mãe, usurpei de sua fé, nos caminhos da esperança te encontrei, caminhos que se cruzam, que nos levam aos seus braços, ao aconchego de seu coração, me traga de volta em minha fé, alma sangrando, por esses espinhos que sangram deste coração, cuida de mim.

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65 – Retratos

Tropeços dos sentimentos, saudade me trouxe de volta uma melodia, essa canção, essa nobre recordação, carrasco de meu tempo, tão somente consciente de desejos enquadrado no retrato do tempo.

Deste alento ao tempo, vivi por muitos amores, adormeci por um, já me culpei e condenei, e se não desisti porque ainda não me cansei, retratos de dias e noites entorpecido de desejos

Meus caminhos são de pedras, como posso sonhar, me pequei pensando num retrato, no sabor do olhar, do sorriso, no sabor de te amar, dos desejos os arrependimentos, não me esqueci que esqueci de você.

Sonhos ao som de um luar, meu caminho foi longe, mas não tão longe para te esquecer, já não mais desejo a morte, quero viver, dos retratos que te guardei, ti guardo para não te esquecer.

De bem com a vida, minha casa não é minha, muito menos esse chão, dos retratos de minha vida, tenho muito a falar, não estou só nessa vida, pois ainda tenho muita vida para poder amar.

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64 – Mulher de verdade

Não mais duvido da verdade, a mentira se fantasiou de uma estúpida ilusão, essa mulher odiada, adorada, amada, uma mulher de verdade.

Esse tal amor que acaba na manhã seguinte, dos êxtases vividos, fogo que enrijece uma paixão consumida sem amor, me rendo a essa franqueza, das verdades e dos prazeres, me humilho em aceitar, que foste uma mulher de verdade.

Plantei um amor de verdade, ambulante sentimental, amputado por sua louca paixão, já busquei salvação em outros corações, mas, não me esqueço dessa mulher de verdade.

Lembranças e recordações melancólicas, dos artifícios aos desejos, mulher que és inatingível, autêntica, dos mistérios foste à verdadeira arte do pecado, sentimento demarcado nesse coração, dessa mulher de verdade.

Doei-me totalmente aos encantos da vida, troquei de figurino, abri as asas da liberdade, és um naufrago de meus delírios, da verdade e que minto a mim mesmo, como sinto falta, dessa mulher de verdade.

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63 – Descaso

Revendo momentos, desesperançados de sentimentos desenganados, descaso corrosivo, corroído pela ingratidão de quem um dia desprezou uma paixão, deixou em desuso  vestido de solidão.

Sentimentos de vestis maltrapilhos, inconsistente diante dos olhos sofridos, imensidão de um mundo indefinido, dos palcos dos sonhos, expondo-me a multidão sem razão, sem destino, mutilando todos os sonhos.

Despejo maciço dessa relação, emoções secretas dispersas ao tempo, ao chão, sentimentos humilhado, ferido, indignado, que um dia nutriu uma grande paixão.

Virtuosa e graciosa, obra prima de dois corações, endurecida e abastecida pela arrogância de um sentimento de quem nunca se entregou, com medo de viver essa paixão.

Refaço, agarro-me em meus apelos, um dia amais dessa dor que me açoita, das belezas das rosas me reservaste os espinhos, que seja essa solidão o recomeço de quem amou, não mais daquele que um dia já viveu e sofreu por essa paixão perdida.

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