33 – Brigas

Momentos de lembranças, saudades tudo de volta, o que doeu ainda dois mais, que cante por que está amando, e que ame sem ser interminável, tudo voltou, o incontrolável desse ser amado.

Sem sentido esse peito machucado, desse amor vira-lata, regado por champanhe e cachaça, sentimento que já foi por inteiro, vivido no banco da praça, desses sonhos perdidos, saudades, hipocrisia  que povoam esses corações.

Sentimentos melancólicos, irreverentes as juras de uma paixão, essa eternidade ausente da realidade, sonhos interrompidos, perdidos, destruídos, seminu não consumidos, dormente em uma saudade

Recluso a uma vontade, lealdade tatuado em uma paixão de verdade, ao tocar do seu corpo, ao calor abrasador, entorpecido com o fervor de seu chamego, sentimentos que deixaram rastros dispersos ao chão, sedução, descontrole a uma paixão.

Da luz de um sorriso, recheado de um pudor que flutua, voltaram repletos de desejos, perdi eu perdeu você, sentimentos impreguinados, colados, no lençol de seda, calor grudado aos nossos desejos, dos toques lapidando aos desejos desse amor estonteante, desnudo dos sentimentos, voando sem bussola, sem rumo, para te reencontrar e te amar.

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32 – Relembrando

De que me lembro, experiências de um passado, relembrando de varias almas gêmeas, separados, diluídos, vidas sem textos e contextos, intuindo sentimentos preservados.

De que me lembro, gostar de verdade, recheado de amor encoberto na cama, que aconteça novamente a qualquer instante, nada ensaiado, que seja aqui ou a cola, ou em qualquer outro lugar.

De que me lembro, não se foi deus, obra do acaso, destino ou sorte traiçoeira, de quem já viveu, explodiu um coração, dilacerou um peito desprovido, desse abismo profundo, a morada dos sentimentos dispersos ao tempo.

De que me lembro, das poesias, esperança e amor, façanhas vividas, passado poeiras progressivo ao tempo, regressivo a saudade, recluso em um passado, sentimentos não se tem testamentos.

De que me lembro, se preservam as arquiteturas de um passado, sem fama, cartazes ou faixas, minhas recordações podem até transcrevê-las a um papel, mas não tão real quanto as minhas saudades.

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31 – Sorria

Sorrisos, expressão do dom da alegria, contagiaram uma vida repleta de poesias, das taças do brinde da vida, brindei com uma paixão, saudando a quem não sabia ceder e doar o seu coração.

Sorrisos, sem regras, gêneros e tipos, na expressão nos olhos, lábios, ao redor do rosto, de um sorriso triste as fantasias de um eterno apaixonado, afastando o medo de meus olhos retraídos e amedontrados.

Sorrisos, de erros e acertos, de louco ao santo, da alegria a melancolia, pouco importa, que ninguém é igual a ninguém, mas que eu seja importante a alguém.

Sorrisos, do tempo de sorrir, amar, cantar, retribuir, e sem deixar de esquecer-me dos singelos cânticos das sinfonias dos querubins e serafins.

Sorrisos, delírios das siluetas despidas em meus braços, das texturas dos seus meigos lábios, da magia e desejos encarnados, de sorrisos cálidos, irônicos, sintonias entre beijos, afagos e corpos entrelaçados, sorrindo e feliz sempre ao seu lado.

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30 – Andanças

Canção que revive os momentos de minhas andanças, instantes roubados, indefinida sobre uma intensidade alheia as minhas necessidades, miseravelmente aos olhares de minhas tristezas.

Solícitos ao ilícito de meus hábitos, suprir pouco a pouco que aprendi, defletida no sentimentalismo de quem a tem, impotente a perspectiva da amizade, esse amor, digo-te se fosse pouco, já não a guardaria nas andanças de minhas saudades.

Saudades quem não se saciam, desejos vagando esvaindo-se de meus rumos, me vejo desprovido e impotente, em percorrer as trilhas das caricias desse doce amargo, vagando por esse corpo  cobiçado.

Vícios de loucuras, ausência de quem amamos, aludida e desprovida ao vinculo de uma vida, necessidade de manter viva e aquecida uma paixão.

Palavras, mil vezes decorei, sedução, amor e paixão, diante da vastidão de minhas estradas, cansei de ser saudades, de opinião formada, do aconchego a convicção, vou a procura da tão sonhada paixão.

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29 – Memórias

Entre passos e passos sem sentidos, sem pensar em um objetivo, nem sei como abordar, de minhas verdades me encontro em suas realidades.

Um mundo de poucos valores, valorizando a vaidade, onde a hipocrisia suborna os falsos valores, dissimulando e aliciando um propósito, rota distante de nossos anseios.

Profundo e exaustos desejos, dissolvidos em meus pensamentos, da leveza da busca a certeza do ensaio de uma paixão, na busca das certezas, sendo das mais loucas delas, você em minha mente.

Entre os laços e abraços, os corpos rodopiam, sussurramos volúpias, escancarando as portas e comportas, de meus rabiscos sinceros e amorosos, onde a química logo surge, inflama e aquece essa louca paixão.

Se desfaça a ultima chama, de uma aventura errante e neurótica, súplicas de insatisfação de uma visão embaralhada, esvaindo ao longo de uma vida, para não morrer de saudades, vou te guardando neste coração, sempre lado a lado dessa inesquecível paixão.

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